Quando se fala de juros, temos de saber que existem dois tipos deles: os simples e os compostos. Cada um tem vantagens sobre o outro, em algumas situações, e é preciso ficar atento nisso para calcular corretamente o total a ser pago em um empréstimo ou financiamento.

Basicamente, os juros simples são aqueles aplicados sobre um saldo devedor constante, ou seja, os juros não crescem, são sempre iguais. Geralmente eles são aplicados em operações de curtíssimo prazo ou quando a dívida só será paga no final de um determinado período, não em parcelas.

Já os juros compostos são somados ao saldo devedor, dessa forma os juros aumentam cada vez mais. São os famosos “juros sobre juros”. O crescimento, neste caso, é exponencial [uma curva cada vez mais íngreme], enquanto que nos juros simples esse crescimento é constante [uma reta]. O caso mais clássico de juros compostos é o da caderneta de poupança.

Veja o gráfico abaixo ilustrando as diferenças:

No gráfico, a linha azul representa um valor corrigido pelos juros compostos, enquanto a linha vermelha representa um valor corrigido pelos juros simples. Está claro que, ao passar do tempo, os juros compostos ganham dos juros simples com vantagem cada vez maior.

Quando a situação é pegar um empréstimo ou financiamento, é óbvio que os juros simples são muito melhores visto que a dívida não cresce mais rápido com o passar do tempo.

Várias operações de crédito, como cartão de crédito e cheque especial, são corrigidas pelos juros compostos [ainda que isso seja ilegal]. Por isso, quitar essa dívida — se preciso, pegando um empréstimo pessoal que cobre juros mais baixos — o mais rápido possível é altamente recomendado.

Já no caso de um investimento, os juros compostos é que mandam. Nesse cenário, o tempo trabalha a seu favor.

Como calcular

A fórmula básica do juro composto é a seguinte:

Juros compostos fórmula

  • J: juros;
  • C: capital emprestado;
  • i: taxa de juros expressa em porcentagem;
  • t: tempo.

Quando for calcular os juros, certifique-se que a taxa de juros e o tempo estão na mesma escala. Se a taxa for mensal, então o tempo deve estar em meses também.

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Vejamos um exemplo: uma dívida no cheque especial de R$ 1.000,00 que cresce a uma taxa de juros compostos de, “modestos”, 5% ao mês. Em um ano [12 meses] a dívida, se não quitada, terá chegado a R$ 1.795,85. Ou seja, quase 80% de juros, representando R$ 795,85 só de juros.

Um consumidor desatento poderia calcular esses juros com a fórmula errada, a dos juros simples, chegando ao valor de 60% [calculando 12 * 5%], uma diferença de 19,6 pontos percentuais. Isso poderia causar problemas no planejamento do sujeito para pagar a dívida.

Conclusão

É preciso ficar atento para não calcular errado um empréstimo com juros compostos. Esse erro pode arruinar seu planejamento financeiro. As dívidas crescem mais rápido com o passar do tempo, então é preciso dar um fim nelas o mais breve possível.

Fique atento.